Ansiedade normal ou transtorno de ansiedade? Como saber a diferença
Toda ansiedade é um problema? Entenda quando ela é uma reação natural, quando pode indicar um transtorno e quais sinais mostram que é hora de buscar ajuda.
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Coração acelerado, falta de ar, sensação de perder o controle? Entenda o que acontece no corpo durante uma crise de ansiedade e veja o que fazer para atravessar esse momento.

O coração dispara, a respiração fica curta, as mãos tremem e vem aquela sensação de que algo muito ruim está para acontecer. Se você já passou por isso, sabe o quanto uma crise de ansiedade assusta. E se está lendo este texto agora, talvez esteja procurando um jeito de entender o que acontece com você.
A primeira coisa que eu gostaria que você soubesse é: você não está sozinho. A ansiedade é uma das maiores preocupações dos brasileiros. O Brasil aparece entre os países que mais pesquisam sobre o assunto no mundo, e “como controlar uma crise de ansiedade” está entre as dúvidas mais buscadas.
A ansiedade, em si, é uma reação natural do corpo. Ela nos prepara para lidar com perigos: acelera o coração, aumenta a respiração e deixa os músculos prontos para agir. O problema começa quando esse “alarme” dispara com muita intensidade, sem um perigo real, ou quando passa a acontecer com frequência.
Na crise, o corpo entra em estado de alerta máximo. É desconfortável, mas é importante lembrar: a crise tem começo, meio e fim. Ela costuma atingir o pico em poucos minutos e depois vai diminuindo.
Cada pessoa sente de um jeito, mas alguns sinais aparecem com frequência:
Importante: se for a primeira vez que você sente esses sintomas, especialmente dor no peito ou falta de ar intensa, procure um atendimento médico para descartar outras causas. Cuidar da saúde emocional também é cuidar do corpo.
Não existe fórmula mágica, mas algumas estratégias ajudam o corpo a sair do modo de alerta.
Diga para si mesmo, mentalmente ou em voz baixa: “Isso é uma crise de ansiedade. É desconfortável, mas vai passar.” Dar nome à experiência ajuda a diminuir o medo do próprio medo, que muitas vezes alimenta a crise.
Na crise, a tendência é respirar rápido e curto. Tente o contrário:
Repita por alguns minutos. Soltar o ar mais lentamente do que puxa ajuda o corpo a desacelerar.
Olhe ao seu redor e identifique, com calma:
Esse exercício tira a atenção dos pensamentos catastróficos e traz você de volta para o “aqui e agora”.
Parece contraditório, mas tentar “expulsar” a ansiedade costuma aumentá-la. Em vez disso, observe as sensações como ondas: elas sobem, chegam ao pico e descem.
Passado o momento mais intenso, é comum sentir cansaço, vontade de chorar ou um certo “vazio”. Seja gentil com você. Beba água, descanse se puder e, se fizer sentido, converse com alguém de confiança.
Vale também observar: o que estava acontecendo antes da crise? Que pensamentos passavam pela sua cabeça? Essas pistas são muito úteis no processo terapêutico.
Procure um psicólogo se:
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens mais estudadas para a ansiedade. Nela, a gente entende juntos o que dispara as crises, identifica os pensamentos que alimentam o medo e treina formas novas de lidar com eles, com exercícios práticos para o dia a dia.
Em alguns casos, também pode ser importante o acompanhamento de um médico psiquiatra, que avalia se há necessidade de medicação. Psicoterapia e psiquiatria podem caminhar juntas.
Ter crises de ansiedade não significa que você é fraco ou que “não vai dar conta”. Significa que o seu corpo está pedindo atenção e cuidado. E você não precisa atravessar isso sozinho.


Quando sentir que é a hora
Atendimento presencial em Ribeirão Preto e online, com a Terapia Cognitivo-Comportamental.
Aceitar o conviteEste conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação profissional. Se você estiver passando por uma situação de risco, procure ajuda imediata: CVV 188 (24 horas, gratuito) ou SAMU 192.